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Nas Urnas, escolhemos o Projeto: O que realmente está em jogo para o Brasil?

há 2 minutos
2 min de leitura

By: Valter Israel/Redação Brajeiradas

data: 29/09/2026

Com a proximidade das eleições, é natural que os debates se acalorem e as atenções se voltem para a disputa pelos cargos executivos e legislativos. No entanto, ao focar excessivamente na personalização das candidaturas — na figura do candidato A ou B, ou na simples rotulagem entre esquerda e direita —, corremos o risco de ignorar a dimensão real da decisão que nos aguarda.

O que está verdadeiramente em julgamento neste pleito não é apenas a preferência por um nome, mas as diretrizes e os valores que guiarão uma nação gigantesca, complexa e diversa como o Brasil.

Nas urnas, o voto funciona como o aval a visões de mundo profundamente antagônicas. De um lado, apresenta-se uma concepção fundamentada no fortalecimento das instituições democráticas, na busca continuada por inclusão social, no

aperfeiçoamento de políticas públicas essenciais e na defesa rigorosa da soberania e da autonomia dos povos. Uma proposta que enxerga o Estado como indutor do bem-estar coletivo e elemento central no combate às desigualdades estruturais.


Do outro, desenha-se um modelo que tensiona essas mesmas estruturas. Uma abordagem que flerta com o negacionismo científico, relativiza consensos consolidados e promove o desmonte sistemático de agendas fundamentais, como as políticas de proteção socioambiental e os direitos de minorias.

Essa bifurcação estende-se inevitavelmente ao papel do Brasil no cenário global. A escolha sobre o rumo interno dita, de forma direta, a nossa projeção diplomática: de um lado, a vocação para o protagonismo, a liderança em pautas de transição ecológica e a integração soberana; de outro, a postura de submissão a interesses externos e o isolamento em fóruns internacionais.


A reflexão que se impõe, portanto, exige que olhemos para além da superfície da propaganda política. Votar implica decidir qual pacto social queremos renovar. Trata-se de determinar se o amanhã será pautado pelo fortalecimento da ciência, da preservação e da justiça social, ou pela erosão das conquistas que custaram décadas para serem consolidadas. O futuro que construímos começa na escolha do modelo de país que aceitamos ter.



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