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Cuidado, a época da forca voltou, hoje, “cancelamento”!


By: Faviano Domingues

data: 22/12/2025


Há um protocolo, quando uma emissora vai lançar um novo canal , quase tão elementar quanto o manual de instruções de um estilingue: quando uma emissora inaugura um novo canal, convida-se o presidente da República, o governador do estado e o prefeito da cidade, isso já se tornou um protocolo universal desde sempre. Mesmo que alguns imbecis acham, não é militância, não é provocação ideológica, não é “lacração”, muito menos opinião. É protocolo, é institucional, é o bê-á-bá da comunicação pública e privada em qualquer democracia minimamente funcional. Transformar isso em escândalo, é um surto psicótico tão grande quanto rezar para pneu ou não querer usar sandálias havaianas, ou então dizer que vacinas não tem eficácias e em último plano, acreditar que a terra é plana.

 

Foi sob esse delírio que um tal de Mirosmar (cantor sertanejo) resolveu gravar um vídeo indignado, inaugurando sua crise com um erro histórico da língua portuguesa: “todo mundo sabem...”, como se a gramática também tivesse sido convidada indevidamente a participar daquela odiosa conversa. A partir daí, o cantor decidiu que o correto seria cancelar um especial de Natal, atitude tão ética quanto rasgar um contrato feito em um guardanapo de cabaré.

 

Antiprofissional, irresponsável e, sobretudo, desproporcional. Discordar é legítimo; tentar impor veto simbólico a uma emissora inteira é de uma maldade extrema, pois foi essa emissora que o colocou aos holofotes, entre as outras. É chantagem imoral. Mas o Brasil, convenhamos, não está exatamente interessado em saber se Mirosmar concorda ou não com a presença da esquerda em um evento protocolar. O país tem uma curiosidade muito mais antiga, muito mais persistente e muito menos esclarecida: afinal, quem era Priscila Dantas? Quem, dentro do núcleo familiar, operava um perfil falso para atacar o próprio filho e a própria nora? Essa é a pergunta que atravessa o tempo, as timelines levam em um tremendo constrangimento coletivo. Essa é a resposta que nunca veio.

Mirosmar não consegue dar uma resposta pro quintal da própria casa e quer fiscalizar o Brasil. Quem não resolve conflitos domésticos básicos não está habilitado a apontar o dedo para rituais institucionais do Estado brasileiro. É direito constitucional discordar; não é direito brincar de "Senor". O SBT, aliás, fez muito bem não apenas em cancelar o especial, mas em fechar as portas com chave, trinco e cadeado simbólico para um cantor que acaba de chamar as filhas do maior comunicador da história da televisão brasileira de prostitutas. RESPEITO, é o mínimo, ingratidão sempre fez parte da humanidade.


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